Arquivo 17 encerra no dia 09 de setembro com diversas atividades




Expo_a17_Grigolin_08

Arquivo 17 contou com um público de 310 pessoas. Crédito da imagem: Júlia de Oliveira 

 

Sábado, 09 de setembro, é o último dia para conferir a exposição Arquivo 17, de Fernanda Grigolin no Mis de Campinas (Rua Regente Feijó, 859, Centro). Para o encerramento, a programação será das 17h às 22h. Haverá bate-papo com a presença das historiadoras Christina Lopreato e Samanta Colhado, ambas pesquisadoras da Greve de 1917, do fotógrafo e professor da Unicamp, Fernando de Tacca, e do militante anarquista campineiro Idilio Cândido Neto, que falará um pouco sobre o anarquismo contemporâneo e como foi a Greve de 1917 na cidade. A conversa será às 17h, sob mediação de Fernanda Grigolin, depois disso haverá a última visita guiada na exposição, conduzida por Grigolin e pela curadora, Paola Fabres, às 19h. E, para finalizar, acontecerá uma perfomance coletiva de artistas vinculados ao Instituto de Artes da Unicamp a partir das 20h.

A exposição, em cartaz desde o dia 24 de agosto, levou mais de trezentas pessoas ao MIS de Campinas e promoveu atividades como: bate-papo entre a artista e especialistas na área da fotografia, como o fotógrafo paraense Mariano Klautau, e na área da publicação, como a professora e curadora Regina Melim de Santa Catarina e visitas guiadas para estudante do EJA (Educação de Jovens e Adultos) e para convidados de várias cidades do estado de São Paulo, entre elas: Limeira, Piracicaba, Jundiaí, Paulínia e São Paulo.

Arquivo 17 recebeu o Proac 15/2016 da Secretaria do Estado de Cultura de São Paulo.

 

Confira todas as imagens da exposição no facebook da Tenda de Livros, aqui. 

 


Arquivo 17
é um projeto de artes visuais, idealizado pela artista Fernanda Grigolin, que parte do seu levantamento de pesquisa e documentação sobre o universo das pessoas trabalhadoras no Brasil no início do século XX, passando pela Primeira Grande Greve Operária, ocorrida no ano de 1917. Uma mulher (a mulher do canto esquerdo do quadro), apontada pela artista nos registros acolhidos, se torna narradora que expressa sua subjetividade por meio de um arquivo: fatos históricos são convertidos em vivências interiores. Para a construção da narradora, Fernanda se debruça no imaginário dos ativistas anarquistas do passado e, com o olhar de hoje, aproxima as lutas pela vida com as reverberações sociais atuais, 100 anos depois. Arquivo 17 contempla dezessete trabalhos que serão expostos na cidade de Campinas no Museu da Imagem e do Som e prevê ainda a circulação de obras e a fomentação de debate. Veja o site do projeto, www.arquivo17.com

 

Créditos das imagens: Alessandra Guedes e Júlia de Oliveira.