Edição impressa atual

Jornal de Borda 04 from Fernanda Grigolin on Vimeo.

Desde o primeiro número, o Jornal de Borda se colocava como um projeto com a arte contemporânea. É um periódico que é parte integrante sobre o que fala. Assim como Gramsci e seu intelectual orgânico e Simon Sheikh que afirma ser o artista um intelectual público, acreditamos que resistência e arte não são elementos díspares, eles devem confluir sempre. Sheikh afirma que há duas ações que são pertencentes ao artista, quando visto como intelectual público: o engajamento e a produção. E elas se tornam possíveis por meio de ações contra-hegemônicas, pautada na noção de resistência e transformação social, ações completamente diferentes do que são as propostas do capitalismo e da formação da esfera pública burguesa.

Sob uma perspectiva de intelectual público, o Jornal de Borda é um periódico de arte ao ser político e ao insistir em falar de feminismos;

Jornal de Borda é um periódico de arte ao convocar historiadores, curadores e artistas a produzirem sobre Arquivo, Memória e Poder, respeitando o lugar de fala de cada um e colocando lado a lado múltiplas maneiras de expor o tema;
Jornal de Borda é um periódico de arte ao tratar de um assunto já manjado porém apostando também em pontos de vista contra-hegemônicos, como os da crítica de arte feminista e dos artistas descoloniais;
Jornal de Borda é um periódico de arte ao trazer, com o mesmo peso e lugar, trabalhos de artistas e textos teóricos curtos;
Jornal de Borda é um periódico de arte ao falar de poesia negra e periférica;
Jornal de Borda é um periódico de arte ao cutucar e convocar a todos nós a pensarmos sobre os privilégios brancos históricos que são mantenedores das desigualdades sociais de nosso país;
Jornal de Borda é um periódico de arte que completa dois anos de existência e passa a ser anual. Ele sairá todo mês de março. E, em cada número, estará contida uma edição fac-símile de
uma outra publicação. Começamos com A Plebe, periódico anarquista criado no ano de 1917. Edgard Leuenroth é seu mentor e, seguramente, foi ele quem o desenhou. Para Leuenroth, a notícia não existia sem um tratamento estético e formal, logo, o ofício de jornalista estava completamente vinculado ao de tipógrafo e também de ativista (da ação direta coletiva). Publicar era autogestão e entrega. Ele, Maria Lacerda de Moura, Isabel Cerruti, Angelina Soares e muitos outros eram publicadores de suas ideias, além de terem relações com a educação (Escolas Modernas) e com as artes (Teatros Libertários e revistas de arte e cultura, como a revista Renascença, de Maria Lacerda de Moura).

Jornal de Borda é um periódico de arte que convida você para uma conversa sobre Arquivo, Memória e Poder.

concepção e edição: Fernanda Grigolin
projeto gráfico: Lila Botter
equipe editorial: Caio Paraguassu e Rodrigo Jorge
participam: Eduardo Augusto Costa, Elisa Lemus, Fausto Gracia, Iara Lis Schiavinatto, Fabiana Bruno, Juan Carlos Romero com María Esther Galera, Karlla Girotto com André Penteado, Letícia Cobra Lima, Lívia Aquino, Liz Melendez López, Luchadoras, Madalena Guilhon, Maíra Endo com Paola Fabres, Nathanael Araújo, Omar Khouri, Raquel Stolf, Talita Trizoli, Thais Gouveia, Thiago R, Vânia Medeiros com Mônica Santana e Daniel Guerra, Yuly Marty
homenagens: 8M, Bloco Arrasta Bloco da Favela, Edgard Leuenroth, Greve de 1917, Juana Belén, Lélia González e Maria Lacerda de Moura

encarte: Christina Roquette Lopreato e Equipe Arquivo Edgard Leuenroth. AEL – IFCH/UNICAMP (Humberto Celeste Innarelli, Castorina Augusta Madureira de Camargo e Silvia Modena Martini
com Lívia Cristina Corrêa e Tainá Guimarães Paschoal)

agradecimentos: Daniela de Moraes, Diana Pimentel, Karina Francis Urban, Lia Lopes, Paula Monterrey, Paulo Silveira

A edição fac-símile do jornal A Plebe é parte integrante do projeto Arquivo 17. Fonte: Arquivo Edgard Leuenroth. AEL – IFCH/UNICAMP

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