série Pretexto





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Série Pretexto. Edição. Publicações Fotográficas

Na primeira Pretexto, o que se pretende é dar pistas condutoras sobre o que podem vir a ser os usos e caminhos das publicações fotográficas. As pistas vão desde o diálogo da fotografia com a pesquisa sobre o livro de artista, com Paulo Silveira, passando pela pioneira Feira de Livro de Foto de Autor da Argentina, com sua idealizadora e curadora, Julieta Escardó, e pelos usos do livro na antropologia, com Fernando de Tacca, até trazer a obra de Miguel Rio Branco por meio da pesquisa de Mariano Klautau. E no caminho, entre meandros, os quatro textos se encontram com trabalhos visuais inéditos que foram convocados a contar algo em poucas páginas, com os artistas Denise Gadelha, José Diniz e Morelos León, juntamente com depoimentos das fotógrafas Priscilla Buhr, Inês Bonduki e Daniela de Moraes sobre seus primeiros livros. Não poderiam faltar pequenos pedaços das minhas pesquisas – a nova e a velha – e as surpresas que enchem de ruídos a série: as propostas de Letícia Lampert, Walter Costa e Fábio Messias, e Ana Lira.

Fernanda Grigolin 


O que é a Pretexto

A série Pretexto é uma ação da Tenda de Livros. Ela nasce da vontade de pôr em página pequenos textos de arte, realizados por artistas e pesquisadores.

Pretexto se nutre dos campos de tensão da escrita e do seu diálogo com a arte. Acreditamos, assim como Vilém Flusser, que o pressuposto do ato de escrever não advém apenas das ações de ordenar, montar e manejar pensamentos, mas da ação de dirigir-se ao outro.

“Escrever não é apenas um gesto reflexivo, que se volta para o interior, é um gesto (político) expressivo, que se volta ao exterior.”

[ Vilém Flusser. A escrita: há futuro para a escrita? São Paulo: Annablume, 2010, p. 26]

 

Pretexto é uma escusa, um subterfúgio, uma alegação para o nosso encontro.

 

Sejam bem-vindes.

 


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Série Pretexto. Edição: Publicações Fotográficas

176 p

ISBN 978-85-68151-02-0

Concepção e organização: Fernanda Grigolin

Projeto Gráfico:  Lila Botter

Autores: Ana Lira, Daniela de Moraes, Denise Gadelha, Fábio Messias, Fernanda Grigolin, Fernando de Tacca, Inês Bonduki, José Diniz, Julieta Escardó, Letícia Lampert, Mariano Klautau, Morelos León, Paulo Silveira, Priscilla Buhr e Walter Costa

Assistentes editoriais:  Andrea D’Amato e Edu Xavier Filho

Revisão: Ieda Lebensztayn e Yuly Marty

Impressão:  Cinelândia (livro) e Edições Aurora. Publication Studio  SP (cartazes)

Realização: Tenda de Livros


Confira o pdf no ISSU 


Resumos de algumas participações da série Pretexto. Edição: Publicações Fotográficas

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Paulo Silveira 

A faceta travestida do livro fotográfico: legitimidade e artifício


Os apontamentos revisitados  têm como tema a atenção renovada pelo livro fotográfico que se tipifica como produto do sistema artístico nas duas primeiras décadas dos anos 2000, como o fora anteriormente entre meados dos anos 1960 e meados dos 1980.  Porque o adjetivo “fotográfico” define basicamente uma característica gráfica, a primazia formal e funcional da imagem em meio-tom na página, as considerações propostas não partem especificamente da dúvida sobre expor ou publicar, que no passado atormentou fotógrafos ingressantes no campo artístico com um falso problema, mas de um produto cultural detentor de qualidades estéticas com identidades específicas, com raízes na viabilidade e possibilidades das modernas técnicas de reprodução e definitivamente amadurecido da experiência comunicacional e da criatividade da arte contemporânea histórica. Como acepção de identidade formal, livro fotográfico designa um livro (no sentido lato) a partir de sua constituição pela imagem ou ilustração fotográficas. Tem sido estudado sem uso pleno de fontes históricas, teóricas e críticas metodologicamente consolidadas ou consolidáveis, induzindo seus apreciadores à incompreensão ou à compreensão apenas parcial dos seus vínculos artísticos e estéticos.

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Mariano Klautau

Do livro explodido à reordenação do mundo. Dulce Sudor Amargo de Miguel Rio Branco

Miguel Rio Branco é reconhecido em sua trajetória como um artista do livro fotográfico. Suas publicações são ao mesmo tempo obras autônomas e documentos importantes de sua poética pois refletem sempre de modo não linear sua produções nos espaços expositivos, seu pensamentos conceitual e especialmente a experimentação narrativa que imprimiu personalidadde ao seu trabalho. Cada livro de Rio Branco é uma espécie de farol que rastreia e ilumina todo o seu trabalho situado “antes” e “depois” da obra impressa.

O artigo propõe uma análise sobre Dulce Sudor Amargo, seu primeiro livro produzido no México em 1985 e constituído por um conjunto importante de imagens da comunidade do Maciel, resultado de sua convivência no bairro do Pelourinho, em Salvador, entre os anos de 1979 e 1984.

Esta análise considera não só a poética fílmica de Rio Branco no objeto fotográfico impresso como também aborda a representação de traços da identidade brasileira a partir do corpo e do tecido social e as aproximações com a representação de uma cultura latino- americana desejada pelo projeto editorial mexicano Río de Luz no qual o livro é inserido.

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Denise Gadelha

Atlantis

Atlantis é um work-in-progress no qual me sinto desafiada a trabalhar com ecos de projetos antigos cuja forma material está agora fadada a desaparecer. Este ensaio é o primeiro esboço narrativo a contar a história deste resgate, que não é somente uma recuperação da memória material, mas principalmente a retomada de uma linha de pesquisa ancestral em outro nível cíclico.


Sumário e Créditos



Veja uma imagem do trabalho do artista Morelos León que está publicado na Pretexto

Morelos_Leon


Conteúdo exclusivo do site

Depoimentos completos

[Daniela de Moraes]

DDM_001 DDM_003

[Inês Bonduki]

 Inês Bonduki_7 Inês Bonduki_8    

[Priscilla Buhr]

Auslander2 Auslander1

Leia [ Bariri, a Garoupa e o recôncavo ].

Garoupa

 

Baixe o pdf do livro e leia depois, [aqui]